O André Pessoa seguiu a linha condutora do texto do manual e colocou a personagem a viver novas peripécias engraçadas, como podem verificar pela leitura do texto que se segue.
Prof: Luz Câmara
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Um dia, a mãe mandou-o ir ao super-mercado. E quando o rapaz lá chegou, olhou para a lista que dizia: "comprar pão". Mas como a letra da mãe não era muito boa, ele percebeu: "comprar cão". E voltou para casa. Não era difícil de imaginar a cara com que a mãe ficou, quando o João entrou em casa, com um cão dentro de uma saca de plástico.
- Onde está o pão? - perguntou a mãe.
- Para o cão? - respondeu o João - eles recomendaram "Pedigree", mas se preferes pão eu vou lá comprar.
- O pão é para nós, porque e que compraste um cão? - questionou a mãe. - Porque tu escreveste na lista! - exclamou o João.
- Queres ficar com o cão? - perguntou a mãe - Então arranja o teu dinheiro para comprares a comida.
- E vou comprar pão ou não? - perguntou o João.
A mãe disse que não, para lá ir no dia seguinte.
E no dia seguinte, lá foi ele. Quando lá chegou, pegou na lista que a mãe lhe tinha dado e viu "comprar sal", mas ele percebeu "comprar cal". E quando chegou a casa com o cal na mão, a mãe disse-lhe:: - Tu és burro ou cego? Eu escrevi "comprar sal" e tu trazes-me cal?
- Desculpa, li mal - desculpou-se o João. - Mais vale a pena ir às comprar sozinha - pensou alto a mãe.
- Não, dá-me mais uma hipótese - pediu o João. E no dia seguinte, lá foi ele e leu a lista que dizia "comprar farinha", mas ele percebeu "comprar galinha". E no caminho para casa, estava uma rapariga triste, que ao ver o João com uma galinha atada a um cordel, soltou uma gargalhada enorme. Eles falaram um com o outro e marcaram um encontro, que acabou em casamento, e com o João a ganhar juízo.
André Pessoa Coelho, nº4


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