segunda-feira, outubro 25, 2010

O Marquês de Pombal

A vossa colega Neuza, sob a orientação da professora Elisa, pesquisou sobre a vida e obra do Marquês de Pombal e elaborou um pequeno trabalho cujo resultado é agora apresentado neste post.
Prof: Luz Câmara


O nome do Marquês de Pombal era Sebastião José de Carvalho e Melo, mas todos o conheciam por este título, que lhe foi dado pelo rei D. José.
Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu em Lisboa, em 1699. Apesar de pertencer a uma família nobre, os seus pais não tinham muito dinheiro. Mesmo assim, estudou na Universidade de Coimbra.
Entre 1738 e 1749, representou Portugal em Londres (Inglaterra) e em Viena (Áustria) em missões diplomáticas.
Quando D. José subiu ao trono, depois da morte de D. João V, Sebastião José de Carvalho e Melo foi chamado de volta à corte de Lisboa para ser ministro deste rei.
Foi o rei D. José que lhe deu os dois títulos que teve. Primeiro, ganhou o título de Conde de Oeiras, em 1759, e, depois, o de Marquês de Pombal, em 1769.
Durante o seu trabalho, como ministro, o Marquês de Pombal fez muitas reformas, que agradaram a alguns, mas na altura desagradaram a muitos.
Por exemplo, foi ele o principal responsável pela expulsão dos Jesuítas (membros de uma ordem religiosa católica), através do encerramento de vários colégios que eles tinham.
O Marquês de Pombal defendia o absolutismo, que é a ideia de que todos os poderes devem estar nas mãos do rei. Foi por isso que tomou uma série de medidas para lhe dar mais poder e retirá-lo a classes sociais como o clero.
Com esse objectivo, protegeu o comércio português, criou companhias monopolistas, reformou a Universidade de Coimbra e reorganizou o exército.
Tudo isto para dar mais poder ao rei, mas era o Marquês que tinha tudo nas mãos!
Além das reformas que fez, o Marquês de Pombal tornou-se uma figura muito importante na História de Portugal por causa do terramoto de Lisboa, que aconteceu em 1755.
Depois do terramoto, o Marquês ficou responsável pela reconstrução da cidade. Foi ele que reconstruiu a baixa lisboeta com todas aquelas ruas paralelas e perpendiculares. Também mandou alterar o modo de construção das casas, para prevenir mais terramotos.
É por isso que a baixa lisboeta é conhecida como "baixa pombalina".
O problema é que a maioria das pessoas (sobretudo nas classes altas, os nobres e o clero) não gostava das reformas que o Marquês estava a fazer, porque lhes retirava privilégios e os impedia de fazerem o que queriam...
Quando o rei D. José morreu e a rainha D. Maria I subiu ao trono, em 1777, o Marquês foi afastado do seu trabalho na corte.
Em 1779, depois de uma queixa contra ele feita por um comerciante muito importante, o Marquês de Pombal foi condenado ao desterro! Como já era muito idoso, não o obrigaram a ir para o estrangeiro.
O Marquês foi, então, para Pombal, onde viveu até ao dia da sua morte, em 8 de Maio de 1782.

Neuza Almeida, nº 16

sábado, outubro 23, 2010

O João Mandrião dos nossos dias.

Segundo uma proposta do manual, os alunos deveriam redigir um texto descrevendo um "João Mandrião dos tempos actuais" .
O André Pessoa seguiu a linha condutora do texto do manual e colocou a personagem a viver novas peripécias engraçadas, como podem verificar pela leitura do texto que se segue.
Prof: Luz Câmara



  O João era um rapaz que vivia numa cidade, com a sua mãe. Ele era chato e mandrião. A mãe dele trabalhava numa fábrica, e andava muito ocupada e com pouco tempo para as tarefas domésticas. O João, como era mandrião, nunca ajudou a mãe, nem nunca tinha pensado em ajudá-la, até que ela se fartou e ameaçou abandoná-lo.
Um dia, a mãe mandou-o ir ao super-mercado. E quando o rapaz lá chegou, olhou para a lista que dizia: "comprar pão". Mas como a letra da mãe não era muito boa, ele percebeu: "comprar cão". E voltou para casa. Não era difícil de imaginar a cara com que a mãe ficou, quando o João entrou em casa, com um cão dentro de uma saca de plástico.
- Onde está o pão? - perguntou a mãe.
- Para o cão? - respondeu o João - eles recomendaram "Pedigree", mas se preferes pão eu vou lá comprar.
- O pão é para nós, porque e que compraste um cão? - questionou a mãe.
- Porque tu escreveste na lista! - exclamou o João.
- Queres ficar com o cão? - perguntou a mãe - Então arranja o teu dinheiro para comprares a comida.
- E vou comprar pão ou não? - perguntou o João.
A mãe disse que não, para lá ir no dia seguinte.
E no dia seguinte, lá foi ele. Quando lá chegou, pegou na lista que a mãe lhe tinha dado e viu "comprar sal", mas ele percebeu "comprar cal". E quando chegou a casa com o cal na mão, a mãe disse-lhe::
- Tu és burro ou cego? Eu escrevi "comprar sal" e tu trazes-me cal?
- Desculpa, li mal - desculpou-se o João.
- Mais vale a pena ir às comprar sozinha - pensou alto a mãe.
- Não, dá-me mais uma hipótese - pediu o João.
E no dia seguinte, lá foi ele e leu a lista que dizia "comprar farinha", mas ele percebeu "comprar galinha". E no caminho para casa, estava uma rapariga triste, que ao ver o João com uma galinha atada a um cordel, soltou uma gargalhada enorme. Eles falaram um com o outro e marcaram um encontro, que acabou em casamento, e com o João a ganhar juízo.

André Pessoa Coelho, nº4