
Olá meninos! Antes de entramos de férias "blogueais" deixo-vos aqui uma informação, baseada num trabalho realizado pela professora Elisa e pela Neuza sobre o problema que a afecta. Eu sei que o texto é um pouco longo, mas vale a pena o tempo que vão ganhar a lê-lo.
Através deste trabalho conseguirão ficar mais sensibilizados para a incapacidade da Neuza, perceberem o modo como se processa o mecanismo da audição, que para vós é perfeitamente natural e simples, perceberem melhor a diferença, assim como a sorte que têm por conseguirem ouvir naturalmente.
IMPLANTE COCLEAR: Possibilidade de audição e de fala, em casos de surdez profunda!
...Porque nem sempre a audição é suficiente para comunicar, deixa-me “ouver-te”!
“…é muito difícil…ajuda-me…não sei… vá lá, por favor ajuda-me…isto é complicado!”
Neuza
(criança surda pré-linguística implantada)
A linguagem nas crianças surdas
A Linguagem é uma função complexa que permite exprimir e perceber estados afectivos, conceitos, ideias, por meio de signos acústicos ou gráficos.
No entanto, a aprendizagem da linguagem oral é uma tarefa longa e difícil para a criança surda, principalmente se for uma surda profunda exigindo grande esforço por parte da mesma.
Implante Coclear
Como funciona?
Quando a audição se processa de forma normal, as células ciliadas transmitem a informação ao nervo auditivo, que a envia ao cérebro.
Na maior parte dos casos de surdez o nervo auditivo continua a funcionar, mas as células ciliadas foram destruídas ou danificadas.
Assim:
O microfone recolhe o som;
Envia-o ao processador de fala através do fio que os liga;
O processador de fala converte as características essenciais do sinal acústico em sinais eléctricos;
O sinal é enviado ao dispositivo de transmissão;
O transmissor envia o sinal através da pele ao implante interno via RF;
O receptor/estimulador converte o sinal recebido em sinais eléctricos. Os sinais são enviados aos eléctrodos intracocleares para estimular as fibras nervosas residuais da cóclea;
Os sinais viajam através do nervo auditivo e são reconhecidos como sons pelo cérebro.

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